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5 dicas para uma estratégia de manutenção eficiente

Reproduzimos este artigo de Grégory GUIHENEUF, Marketing and Strategy Director for Factory Systemes Group en AVEVA, sobre a gestão do rendimento dos ativos

Através deste artigo, gostaríamos de vos oferecer alguns fundamentos estratégicos em torno da Gestão do desempenho de ativos (APM). A estratégia de manutenção depende em grande medida da combinação dos métodos aplicados, dos meios disponíveis, da abordagem estratégica objetiva e da cultura de empresa, oferecendo resultados muito diferentes nas suas organizações. Espero que este artigo vos traga algumas ideias… e que seja uma fonte de inspiração para o seu negócio e gestão de ativos!

Desenvolver uma estratégia de APM (Asset Performance Maintenace) permite às empresas equilibrar o uso dos ativos, o controlo de gastos e o cumprimento normativo e indica como conseguir um desempenho ótimo integrando pessoas, processos e tecnologias.

Uma boa estratégia APM combina as pessoas, os processos, sistemas, dados e Cultura empresarial em torno de uma compreensão de múltiplas interações “holística” que se dão nas indústrias atuais. É por isso que há 5 aspetos chave a considerar para determinar uma estratégia holística de APM.

1. As funções dos seus colaboradores devem estar orientadas para as suas competências chave.

Ao alinhar ao máximo as competências dos seus colaboradores com as requeridas para a sua missão diária, poderá tirar o máximo proveito do talento. Esta estratégia de gestão reduz as saídas e os seus colaboradores sentem-se comprometidos e úteis na sua missão.

A racionalização e reorientação das responsabilidades nos postos chave acarreta um aumento do rendimento das equipas a todos os níveis. Eliminar a duplicidade de tarefas, definir processos mais eficientes e o posicionamento do seu pessoal no processo conduz a um aumento da eficácia operativa de até 25 %.

2. Aproveitar o potencial de dados entre sistemas e pessoas através de um processo bem estabelecido.

As estratégias mais eficazes de rendimento dos ativos (APM) baseiam-se na fiabilidade e integração dos dados partilhados entre todos os serviços industriais com um circuito de retorno da informação orientado para a melhoria contínua.

Através de múltiplas auditorias, temos conhecimento de que existe um valor oculto potencialmente disponível, e que está presente a nível tático e operacional das fábricas industriais, obrigando as equipas de campo a resolver esta falta de alinhamento entre o modelo de dados e a realidade operativa. As empresas cada vez dão mais importância a este ponto, já que estabelece fortes diferenças na eficiência.

O sistema mais eficiente consegue-se integrando operações e manutenção desde uma mesma fonte de informação e alinhando os objetivos de ambas as partes.

3. Traduzir os objetivos de negócio da companhia para cada um dos papéis e as pessoas da empresa

Orientar as equipas no objetivo de gerar uma redução de custos ou o aumento da disponibilidade dos equipamentos parece um objetivo simples, mas na realidade não é assim…….Se os seus colaboradores não compreenderem claramente o objetivo, as melhorias que produzam podem basear-se em interpretações pessoais que, por sua vez, podem gerar um resultado de efeitos opostos aos esperados.

 

Objetivos corporativos APM

 

É por isso que entra em jogo, a gestão baseada no risco como uma ferramenta necessária para orientar os objetivos de negócio. Esta estratégia baseada em riscos permite-nos tomar decisões mediante ações concretas centrando-nos principalmente nos ativos onde exista mais risco, e é por isso que este critério também nos permite centrar-nos nos ativos mais estratégicos da nossa companhia.

 

APM framework

A gestão baseada no risco vai mais além da criação de uma manutenção centrada na fiabilidade (Reliability-Centered Maintenance). Os princípios da Manutenção Baseada no Risco (RBM) em combinação com os dados de rendimento operativo devem estar no centro da tomada de decisões sobre a manutenção – Assegure-se de que todo o mundo entende a tomada de decisões baseadas no risco e a sua contribuição para a empresa e/ou negócio.

4. O benchmarking é uma excelente ferramenta para identificar o seu potencial e os seus objetivos.

A sua empresa ou negócio deve ser capaz de medir continuamente os seus indicadores de rendimento baseados na sua estratégia APM de gestão de rendimento de ativos, tanto a nível interno como externo. É necessário contar com indicadores em tempo real do OEE (Overall Equipment Eficacia) para controlar o desenvolvimento da sua produção e equipamentos e poder tomar decisões da forma mais eficaz. Também devemos realizar um acompanhamento com outras empresas para conhecer se a nossa estratégia APM é acertada em referência ao setor ou mercado (por exemplo. Resolução de problemas técnicos TOP 10).

Igualmente, de importante, é a capacidade de partilhar com os integrantes da sua equipa os indicadores de gestão da manutenção (KPI´s). A menudo existe uma clara diferença entre o nível de informação existente entre os técnicos de campo, os técnicos de oficina ou os operários de fábrica. Um chefe de manutenção deve ser capaz de comunicar os seus indicadores de rendimento, a otimização empregada e os seus planos de investimento à sua equipa, mantendo sempre o seu alinhamento com o negócio e estratégia.

Um exemplo de comunicar os seus indicadores de APM em forma financeira é apresentar a evolução dos custos de manutenção gerais e investimentos relacionados com a substituição de equipamentos. Desta forma, todo o mundo está consciente da tomada de decisões, e mostrar-lhe-á que a sua estratégia de gestão de rendimento de ativos é eficaz. É por isso que é preciso ter em conta estes 2 pontos:

  • A idade e as condições gerais dos equipamentos (a saúde): para uma base de equipamentos utilizados e não modificado durante 60 anos, não há dúvida de que se requer um importante investimento em capital com o fim da substituição, dado o seu estado do seu ciclo de vida, saúde e tecnologia.
  • Características da cadeia de fornecimento: a influência e relação entre os seus indicadores de manutenção e planeamento estratégico do trabalho. Também tem um alto impacto a colaboração (relação) entre os serviços de manutenção e os de produção que devem de estar alinhados nos seus objetivos.

5. Orientação ao preditivo, como objetivo final.

A tecnologia continua a oferecer um enorme potencial para a indústria, e muitas empresas encontram-se ao princípio desta nova era industrial. Existe uma clara tendência para a manutenção preditiva e proativa.

O que posso fazer para ter sucesso na nova gestão de ativos? As nossas recomendações:

  • Definir os seus objetivos – combinados com a tecnologia. Soluções tecnológicas aplicadas ao seu processo ou serviço, e sempre com os seus objetivos em mente.
  • Reestudar as suas operações / processos, de princípio ao fim com o fim de tentar adiantar-se às incidências/falhas/avarias.
  • Calcular e comunicar os seus indicadores e ROI – isto permitir-lhe-á justificar o seu investimento.

 

Ainda que muitas empresas tenham o objetivo de melhorar a sua estratégia de APM, poucos realmente sabem por onde começar. As práticas de manutenção implicam sentido comum, no entanto, há que ter em conta o contexto de cada um para implementar uma estratégia bem-sucedida da gestão de ativos. Para apoiar esta estratégia, e aspirar a benefícios tangíveis importantes, a AVEVA oferece uma gama de soluções de software que permitem estabelecer o ponto de partida:

  • A centralização dos dados/informação.
  • Implementação de indicadores chave de rendimento, tais como OEE.
  • Conceber um único repositório de ativos.
  • Procedimentos de manutenção sem papel.
  • O apoio aos técnicos de campo através da Realidade Aumentada / Realidade virtual.
  • Estabelecimento de análises preditivas avançadas.

Artigo escrito por Grégory GUIHENEUF, Marketing and Strategy Director for Factory Systemes Groupe en AVEVA

Se quiser mais informação acerca das nossas soluções de gestão de rendimento de ativos consulte a nossa secção sobre APM.

 

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