A ameaça do “malicious insider” nos ambientes de operação industrial e de infraestruturas críticas
O que é um malicious insider? E... o que se pode fazer para combater este tipo de ameaça? Enumeramos as ações mais comuns e a maneira de as evitar...
É difícil traduzir o termo “malicious insider” para castelhano, mas com alguma imaginação e contextualização, pode concluir-se que este tipo de ameaça se refere à existência de pessoas de uma organização (internas – funcionários – ou externas – fornecedores, empresas de engenharia, integradores, empreiteiros) que, por descuido, desconhecimento e/ou má-fé, realizam uma “ação” que afeta a segurança dos processos, sistemas ou instalações de um ambiente de operação industrial ou infraestrutura crítica.
Entre estas “ações” poderíamos enumerar as seguintes: realizar más práticas ao ter acesso a sistemas críticos com privilégios de administrador; utilizar dispositivos USB não autorizados pela organização que contenham malware; levar a cabo ações maliciosas ao possuir conhecimento detalhado de diagramas e configurações da rede industrial; efetuar ações provocadas por engenharia social; ignorar as políticas, procedimentos, padrões e melhores práticas concebidas e assim um longo etcétera.
Este tipo de ameaça tem sido objeto de análise por parte de instituições como o US-CERT. De facto, em maio de 2014, foi publicado um whitepaper que tinha como título: “Combating the Insider Threat”. Desta publicação, destacaríamos a descrição do perfil de um “Insider Threat” que a seguir extrapolamos.

A pergunta que surge de forma natural é: O que se pode fazer para combater este tipo de ameaça?
Do nosso ponto de vista, deveriam ser trabalhadas as seguintes três áreas:
- A conceção e, muito importante, a correta comunicação de políticas e procedimentos.
- A realização de jornadas de sensibilização e formação no âmbito da cibersegurança industrial.
- A implementação de iniciativas que unam esforços e entendimento entre os responsáveis pela segurança de TI e a segurança de TO.
Não é tarefa fácil, as pessoas são o elo mais fraco da cadeia que assegura o ambiente de TO de uma organização, mas alguma ação específica tem de ser feita, se quisermos mitigar e/ou eliminar esta importante ameaça.





