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Começando a trabalhar com LoRaWAN (I)

Primeiro artigo de uma série de 3 sobre LoRaWAN, no primeiro será resolvida a questão sobre como começar a trabalhar com LoRaWAN

LoRaWAN é uma tecnologia sem fios em claro crescimento. Não porque o diga Gartner, mas porque se estão a projetar e a implementar cada vez mais projetos onde a comunicação entre os dispositivos será feita desta forma. Nós próprios estamos a ver como clientes de todos os tamanhos nos estão a consultar para colocar em marcha novos projetos de todo o tipo, tanto para Smart Cities, como para gestão de infraestruturas ou melhorias do controlo industrial.

Assim sendo, como começar a trabalhar com LoRaWAN? Nesse conjunto de artigos no nosso blogue, resolveremos esta pergunta para que qualquer pessoa que desconheça completamente a tecnologia seja capaz de entender o seu uso, as suas vantagens, os seus benefícios e como lhe pode ajudar a melhorar o controlo da sua instalação.

Este artigo em concreto trata da parte mais teórica, onde veremos o que é LoRaWAN e para que serve, diferentes casos de uso possíveis e as arquiteturas típicas que a compõem.

 

I Teoria

Para começar a compreender LoRaWAN, deveremos entender o seu contexto, para isso, recomendamos que leiam tranquilamente estes artigos do nosso blogue:

LPWAN: O que são e para que se utilizam

Neste artigo, pode aprender o que são as Long Range Wide Area Networks e as diferentes alternativas tecnológicas que existem. Ali também explicamos porque é que LoRaWAN tem tanto potencial como rede privada que não requer operador.

O que é LoRaWAN

Resumo simples sobre esta tecnologia onde se introduzem as suas características e vantagens, a sua arquitetura e, por último, a LoRa Alliance.

Com estas duas leituras, já teremos a base sobre a tecnologia. Vamos aos componentes que formam uma rede LoRaWAN.

 

I Arquitetura

De maneira resumida, podem encontrar-se os seguintes elementos numa rede LoRaWAN:

Sistema gateway lorawan

Nós

São os equipamentos físicos que comunicam por LoRaWAN. Os dois tipos de equipamento mais comuns são os sensores e os trackers. Ou seja, os nós são aqueles elementos com uma função concreta que transmitem a informação que lhes diz respeito utilizando a rede LoRaWAN.

Gateway

O elemento mais importante da rede. A principal função deste equipamento é montar a rede sem fios para o envio e receção de mensagens. Se a rede for de um único Gateway, o próprio equipamento costuma assumir a função de Network Server. Poderá encontrar informação mais detalhada aqui.

Network Server

Função realizada pelo próprio Gatway ou por um software independente que coordena e gere a rede para que esta seja segura e estável. Também se encarrega de traduzir as mensagens dos sensores para protocolos padrão (tipicamente MQTT e/ou REST)

Aplicações

Conjunto de aplicações que têm as permissões para comunicar com o Network Server e que enviam dados/consignas aos nós e exploram a informação que estes lhes enviam.

 

I Casos de Uso

Uma vez entendida a tecnologia e os seus componentes, é fácil começar a ver possíveis projetos ou ambientes onde o seu uso pode supor uma grande vantagem e poupança. Por nossa parte, propomos-lhe os seguintes exemplos:

 

LoraWan em armazéns e exteriores

Em resumo, LoRaWAN encaixa muito bem quando não quisermos ou formos utilizar cabos de alimentação ou de comunicações. Isso aplica-se tanto para nos conectarmos a equipamentos móveis, para termos informação em pontos isolados ou, simplesmente, para nos pouparmos a montar armários e longas/custosas passagens de cabo. Isso sim, sempre tendo em conta que a informação a transmitir não deve ser crítica.

Uma vez introduzida a tecnologia, no segundo artigo desta série, trataremos da parte prática relativa aos equipamentos físicos, ou seja, trackers, sensores e o Gateway.

Ficaram-lhe dúvidas? Há temas que queira tratar connosco sobre LoRaWAN? Se assim for, não hesite em fazê-lo!