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Começar a trabalhar com LoRaWAN (III)

Acabamos a série “Começar a trabalhar com LoRaWAN" esclarecendo o que é um Network Server, qual a sua função e quais são os seus tipos

Network Server

 

Nas entradas anteriores desta série, falámos da tecnologia LoRaWAN e dos Nós e Gateways. Nesta última entrada desta série, falaremos dos Network Servers, os gestores das redes LoRaWAN.

Comecemos por esclarecer o que é um Network Server e qual a sua função. Por definição, é uma ferramenta de software que conecta os sensores e gateways com as aplicações superiores, garantindo a segurança e fiabilidade dos dados em toda a cadeia de comunicação.

esquema redes LoRaWAN

De forma resumida, um Network Sever deve realizar:

  • A gestão dos dispositivos e gateways, registando de forma centralizada todos os equipamentos, coordenando as frequências de utilização e disponibilizando as mensagens do payload para as aplicações superiores.
  • O controlo e supervisão da rede, coordenando as mensagens duplicadas, selecionando o melhor Gateway para cada nó, aplicando o ADR (Adaptative Data Rate) ou detetar as mensagens não entregues.
  • LoRaWAN é uma tecnologia que tem diferentes níveis de segurança, não só ao nível da encriptação AES128 da mensagem, mas também integrando a gestão das chaves de segurança entre dispositivos, gateways e aplicações.

Todas as redes LoRaWAN necessitam de um Network Sever. No entanto, existem NS de diferentes alcances. Para isso, devemos ter em conta que existem redes LoRaWAN pequenas – com apenas dezenas de nós e um único Gateway que dá cobertura – mas também podemos montar grandes redes – onde existem vários gateways e centenas de nós implementados -.

Como existem diferentes casos e necessidades, existem diferentes Network Servers. De forma resumida, poderiam ser classificados nestas três categorias:

I Network Server incorporado no Gateway.

São a opção mais comum para redes pequenas onde apenas é necessário um único Gateway. Normalmente, são projetos onde existem, no máximo, poucas centenas de nós separados a poucas centenas de metros à volta de um único Gateway no exterior ou dezenas de metros no interior. São a opção mais barata, mas a que tem mais limitações.

Se for necessário um segundo Gateway, essa segunda rede será completamente independente da primeira. Não haverá possibilidade de integração entre elas. Isso implica que os nós deverão ser registados duas vezes, as mensagens estarão duplicadas, as suas frequências podem sobrepor-se ou não se terá acesso a funcionalidades avançadas como o posicionamento dos equipamentos.

I Network Server verticais.

Outra das opções que se encontram no mercado são os NS que estão ligados aos gateways da mesma marca. As suas funcionalidades como Network Server dependem do fabricante e modelo. Normalmente, a grande vantagem que apresentam este tipo de solução completa ou vertical é a facilidade de integração de todos os componentes, uma vez que são do mesmo fabricante. No entanto, estas soluções costumam ser fechadas a outros gateways de outros fabricantes, com o que o utilizador perde alternativas na hora de escolher os componentes.

I Network Severs multi-marca.

Por último, encontramos os NS que são capazes de se integrar com qualquer Gateway ou com a maioria deles. Costumam ser os NS mais utilizados no mercado e os que têm mais referências. Das três opções, costuma ser a mais dispendiosa, mas também a que tem mais potencial e a que garante melhor o serviço e o escalonamento do sistema. A grande vantagem deste tipo de solução é que, a partir de um único ponto, se poderá coordenar a rede, ou seja, do ponto de vista do utilizador, ainda que se tenham múltiplos GW de diferentes fabricantes implementados, a rede é única. Em resumo, centraliza-se a supervisão da rede e a sua gestão integral.

Com este capítulo, terminamos a série “Começar a trabalhar com LoRaWAN”. Se tiver dúvidas ou quiser conhecer com mais profundidade o nosso portfólio de equipamentos ou o nosso Network Server, não hesite em contactar-nos!