Fabricantes de maquinaria: uma grande oportunidade.
No setor de fabricantes de maquinaria industrial, dentro do contexto dos paradigmas de digitalização, têm surgido duas oportunidades de crescimento muito interessantes. Explicamos tudo...

O setor OEM é seguramente o setor industrial que mais evoluiu nos últimos anos. Não só porque tem vindo a melhorar à medida que as tecnologias o fizeram, mas também porque, devido à grande oportunidade que representou a exportação de maquinaria, também incorporou novos modelos de negócio. Atualmente, não é estranho encontrar fabricantes de maquinaria que complementam a sua oferta com serviços sobre as suas próprias máquinas.
O interessante do momento atual é que, a par dos paradigmas de digitalização, surgiram duas oportunidades de crescimento muito interessantes.
- A primeira é rentabilizar os serviços complementares, otimizando custos como até agora não era possível.
- Por outro lado, graças à conetividade, tanto a nível de acesso como de dispositivos, já é possível adquirir e analisar dados sobre as máquinas no seu conjunto: Com essa informação, poderão ser aplicadas ferramentas de cálculo e mineração de dados para extrair conclusões que, por sua vez, melhorem a máquina e gerem mais negócio.
Por exemplo, se soubermos quais são os componentes que mais costumam falhar segundo a situação, poderemos antecipar a falha e preparar os novos modelos com elementos mais robustos. Outro exemplo, se soubermos que o cliente tem a máquina a funcionar 95% do tempo, talvez então esteja mais disposto a adquirir outra para solucionar este gargalo no seu processo produtivo.
O ecossistema interno de um OEM é um conjunto de diferentes departamentos focados na melhoria da máquina, no cumprimento de prazos e na otimização de custos. Todos eles com as suas necessidades e responsabilidades específicas:
- Engenharia elétrica: equipa com a responsabilidade de diminuir custos sem afetar a qualidade do produto, estando sempre a par das novas tendências e novidades tecnológicas dos fabricantes.
- Engenharia de controlo: sem dúvida, os grandes responsáveis pelo grande objetivo de um OEM, maximizar a repetitividade sem perder flexibilidade. Além disso, devem resolver os requisitos crescentes dos clientes quanto à integração da máquina com a sua instalação.
- Pós-Venda: departamento que cresceu em termos de peso e responsabilidade nos últimos anos. Esta equipa deve encontrar maneiras de diminuir ou otimizar os custos associados sem afetar a qualidade do serviço. Da mesma forma, devem preocupar-se em poder adquirir a máxima informação da máquina em funcionamento para a sua posterior análise.
- I+D+i: equipa também em crescimento. Não só devem analisar a informação e os processos dos demais departamentos para encontrar melhorias, como também devem tratar os dados adquiridos para ampliar ou adicionar funcionalidades.
Agora, há um ponto em comum com todos estes departamentos. Qualquer melhoria deve ser fácil de implementar e com um rápido impacto. Qualquer alteração que não tenha uma rápida rentabilidade deve ser rejeitada.

Neste cenário de mudança, não só se devem continuar a resolver as antigas necessidades, como também se estão a gerar novas necessidades a todos os níveis da melhoria da máquina:
- Componentes básicos, instrumentação, sensórica, controladores e motion control: sem dúvida, são as camadas onde a diferenciação de valor é menor, já que os produtos cada vez se assemelham mais. Curiosamente, num momento de implementação tecnológica como o atual, o valor destes componentes está cada vez mais no fornecedor e no serviço que presta, não só a nível técnico, mas também a nível de envios, alterações a meio do pedido, tempos de entrega, peças de substituição, etc.
- Comunicações: após muitos anos, a estandardização das comunicações impôs-se a nível mundial. Se o cliente do OEM deseja ter interoperabilidade total entre a máquina e os seus sistemas, devem ser utilizados padrões de comunicação. Atualmente, o padrão industrial é o protocolo OPC, mas cada vez mais também são pedidos protocolos IoT como REST e MQTT.
- Interação local: atualmente, já não só se requer um HMI, hoje em dia necessita-se de um software que, além de ser a interface visual entre os operários e a máquina, também seja independente do hardware do PLC – repetitividade -, tenha possibilidade de lógica e cálculo avançados, que se integre sem problemas com os demais sistemas e bases de dados, que possa correr em diferentes sistemas operativos e, sobretudo, seja de um fabricante padrão. Este último ponto permitirá otimizar a manutenção, já que, em caso de necessidade, não será necessário deslocar ninguém da própria equipa, mas poderá contar com integradores e engenharias locais para solucionar o problema.
- Conetividade: se já se pretende aplicar a análise de dados antes comentada, será necessário acesso às máquinas implementadas. Para tal, requerem-se ferramentas que forneçam essa conetividade, tendo em conta as restrições do cliente e assegurando que não são um risco do ponto de vista da cibersegurança.
- Análise de dados: sem dúvida, o grande desafio. Para que seja realmente útil, será necessária uma plataforma com a capacidade de armazenar, calcular e mostrar valores que permitam supervisionar o conjunto de máquinas instaladas independentemente do território. E, ainda mais importante, que a solução também seja de fácil utilização e implementação e com capacidade de gerar conclusões de alto valor.
Esta oportunidade não deve apanhar o setor desprevenido, o desafio é grande, mas a oportunidade de crescimento é ainda maior. Sem dúvida que este processo vai requerer grandes esforços de aprendizagem e melhoria das equipas de trabalho para conhecer novas tecnologias e ferramentas. A experiência diz-nos que, para ir longe em momentos de mudança, não só são necessárias ferramentas avançadas, como também ir com parceiros de confiança.
Se desejar obter mais informações sobre nós ou sobre as nossas soluções focadas no setor OEM, não hesite em pedir-nos mais informações.
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