Transformação digital em ambientes produtivos: temos um plano?
O desafio que enfrentamos não consiste em transferir toda a papelada para um tablet. O desafio consiste em dar resposta às crescentes exigências dos consumidores: personalização no tratamento e n...

Esta manhã, enquanto tomava um café, vi no LinkedIn alguém que gritava aos quatro ventos: “Isto é transformação digital”, acompanhado da seguinte imagem: um simpático manual que uma neta preparou para a sua avó.
Tutorial de uma neta para a sua avó para que aprenda a usar o Whatsapp

Fonte: http://www.lavanguardia.com/tecnologia/20180201/44450093976/whatsapp-tutorial-abuela.html
Isto é transformação digital? Sim, mas não. O desafio que enfrentamos não consiste em transferir toda a papelada para um tablet. O desafio consiste em dar resposta às crescentes exigências dos consumidores: personalização no tratamento e no produto/serviço, qualidade, sustentabilidade, imediatismo e tudo isto a um custo competitivo.
“Os consumidores mudaram mais depressa do que as empresas e são o grande motor da transformação”
Luís Galí, Diretor de Estratégia Comercial e Marketing da Vueling.
A aceleração do negócio implica a automatização de todo o tipo de processos. Sem dúvida, a digitalização e a hiperconectividade, entre outros, são os grandes habilitadores da batizada Transformação Digital.
O ditado “renovar ou morrer” continua atual.. A transformação do modelo de negócio não é opcional, e é indiscutível o impacto em todos os âmbitos das empresas, desde o marketing à produção.
Se nos centrarmos no ambiente industrial, paradigmas como a Indústria 4.0 ou Internet of Things (IoT) estão a mudar a forma de abordar os projetos de automatização industrial. Com a utilização massiva da tecnologia, surgem novas oportunidades de negócio e vantagens competitivas, mas também novas barreiras e riscos que é necessário avaliar e mitigar se se pretender que os programas e iniciativas se concretizem com êxito. Entre os principais riscos, destacam-se:
- A ausência parcial de normas metodológicas e tecnológicas, embora se antecipem algumas evoluções.
- A carência de indicadores chave que ajudem a medir o retorno de investimento destas iniciativas.
- A falta de interoperabilidade entre plataformas e tecnologias específicas.
- A inexistência parcial de tecnologias maduras.
- A insuficiência de mecanismos que incrementem a segurança dos sistemas implementados e a falta de consciencialização entre gestores e utilizadores.
- A resistência à mudança das pessoas e organizações face a uma mudança tão complexa e dinâmica.
Além disso, consideramos imprescindível dispor de uma folha de rota multidimensional de digitalização que contemple a evolução prevista para os nossos:
- Produtos e/ou serviços
- Processos Produtivos
- Tecnologia e Infraestrutura
- Cultura Organizacional
- Ecossistema
“As transformações são feitas pelas pessoas, o que exige investimento em tempo, em formação e em liderança”
Daniel Fernández-Capo, COO da Cellnex Telecom.
Estamos conscientes da vertigem que tudo isto pode provocar. Por este motivo, a Logitek propõe um Marco de Trabalho para facilitar a conceção e implementação de programas de Indústria 4.0 e IoT e ajudar a reduzir os riscos mais importantes associados a este tipo de iniciativas. O nosso Marco de Trabalho baseia-se em quatro pilares:
- Dimensão estratégica
- Esquema metodológico
- Arquitetura de referência
- Dimensão tecnológica.

Nos programas de transformação, devemos considerar uma grande quantidade de fatores críticos. Por exemplo, as soluções tecnológicas, desde os dispositivos de campo até às aplicações de negócio, devem cumprir os seguintes requisitos: estandardização, interoperabilidade, flexibilidade, escalabilidade, tempo real, segurança.
Um exemplo prático da Logitek é o caso de sucesso da implementação dos dispositivos de campo LKRemote para o Sistema de Telecontrolo para os centros de Radiodifusão da Cellnex.
No próximo dia 16 de março, falaremos acerca do nosso Marco de trabalho para a conceção e implementação de iniciativas Indústria 4.0 e IoT durante a nossa apresentação nas JAI 2018 da UVigo (VII Jornadas sobre Tecnologias e Soluções para a Automatização Industrial).
Ricard Abril, Desenvolvimento de Negócios da Logitek
Fonte citações: http://www.lavanguardia.com/economia/20171216/433691047373/la-aceleracion-tecnologica-obliga-a-transformar-los-modelos-de-negocio.html




