4 ideias para vestir a smart city
Já passaram várias semanas desde a celebração da terceira edição da Smart City Expo World Congress 2013. Foram três dias intensos nos quais pudemos assistir a palestras, encontros ou plenários...
Já passaram várias semanas desde a celebração da terceira edição da Smart City Expo World Congress 2013. Foram três dias intensos nos quais pudemos assistir a palestras, encontros ou plenários sobre distintos aspetos da cidade inteligente. Certamente, o volume de informação que circulava pelos distintos espaços foi tal que chegou a saturar mais do que um congressista, para não dizer da rede WIFI da Fira Barcelona que não esteve à altura de um evento destas características.

Processo de “vestir” o ambiente. Uma obra de Christo and Jeanne-Claude.
Mas não nos desviemos do título do post. Foi um evento no qual pudemos concentrar num único espaço todas as partes que fazem parte do ecossistema SMART de uma cidade inteligente. De acordo, algum leitor estará a pensar já, o cidadão ou a parte social de toda a cidade ficou relegado em muitas ocasiões a um complemento, a um ator necessário, mas com pouca voz entre o elenco de oradores do cartaz.
Na soma das partes encontramos um dos sucessos para a transição para uma Smart City. A implementação das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) na cidade inteligente é uma equação na qual devem intervir a administração pública (impulsionador), a indústria (fornecedor), o setor financeiro (facilitador) e o cidadão (consumidor de serviços).
No entanto, a soma das partes requer um ecossistema que facilite a inovação, a criatividade e a experimentação. Só desta maneira poderemos testar a viabilidade económica, a eficiência e a rentabilidade social de distintas soluções tecnológicas.
E, nestes momentos, este ecossistema encontra-se limitado num vestido que não nos permite muitos movimentos. É necessário ir ao alfaiate, tirar medidas, ajustar o tamanho e remendar algum rasgo. Desde Creating Smart Cities by Logitek, estas são algumas das pautas que recomendaríamos ao alfaiate da cidade inteligente.
- Em primeiro lugar, o marco normativo de contratação pública (RD 3/2011, Texto Consolidado da Lei de Contratos do Setor Público) requer integrar certa flexibilidade para impulsionar e garantir a viabilidade e a continuidade de experiências piloto de carácter tecnológico.
- Como segundo argumento, devemos assumir que a crescente capacidade de obter informação (anywhere/anytime) e o seu uso inteligente obriga-nos a repensar a relação entre governo e cidadania, sendo necessário rentabilizar os novos canais de comunicação bidirecional existentes para adequar as TICs às necessidades sociais da cidade.
- A linguagem entre o público e o privado como terceiro argumento. A colaboração entre os impulsionadores (administração pública) e os fornecedores (indústria) deve estabelecer-se num mesmo código de comunicação: partilhar riscos, garantir serviços públicos, gerar confiança para investir, facilitar a concorrência…
- Por último, uma nova organização e gestão pública. Tudo está a mudar, mas também a administração e os seus procedimentos e gestão. Embora existam iniciativas interessantes de administração eletrónica, de novos modelos de governo aberto, existem muitas instâncias e departamentos que vivem alheios a estas mudanças. Uma nova gestão pública conectada com as necessidades reais da cidade é necessária.
No entanto, um alfaiate adiantado ao escutar estes argumentos poderia perguntar-nos:
– E com este novo vestido inteligente, onde queremos chegar?
Esta pergunta é motivo de um novo post…





