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Desafios atuais da produção na Indústria Química

A digitalização do setor industrial químico e a evolução tecnológica que daí advém desempenham um papel relevante como elemento habilitador e facilitador da mudança para enfrentar os novos de...

O consumidor está cada vez mais consciente e preocupado com a origem de todo o composto químico, mas, além disso, os organismos reguladores pressionam cada vez mais o cumprimento de normas de qualidade, rastreabilidade, segurança e meio ambiente. Qualquer incumprimento da norma por parte da indústria pode ter um impacto importante na credibilidade, confiança da marca e, naturalmente, nos resultados.

Mas este não é o único desafio para a indústria química, a globalização representou uma grande oportunidade para crescer e penetrar em novos mercados, no entanto, também se vê obrigada a superar novas barreiras. Com mais players no mercado, a indústria química, principalmente a de química base e secundária, necessita de estar continuamente a melhorar a sua competitividade e a investigar novas formas de produzir durante mais tempo e a poupar custos, como, por exemplo, os energéticos.

Conjugar as novas políticas de fiscalização da produção com a melhoria da competitividade não é um desafio simples. Isto levou a que não só a produção não possa parar, como também as restantes ferramentas de supervisão não falhem.

Tal como está a acontecer noutros setores, na indústria química observa-se uma tendência para estabelecer novos processos e formas de trabalhar em conjunto nos departamentos de IT e OT, o que está a obrigar a gerar novas estruturas de pessoal, reformulação de equipas de operações e colaboração entre o pessoal de manutenção. Neste sentido, a manutenção preditiva vai possibilitar em grande medida esta mudança.

Neste contexto difícil, a digitalização e a evolução tecnológica que daí advém desempenham um papel relevante como elemento habilitador e facilitador da mudança. Com isto, espera-se que se possa dar resposta às seguintes problemáticas:

  • Interação entre ativos e sistemas: nas fábricas químicas convivem equipamentos com mais de 10 anos de antiguidade juntamente com as iniciativas de sensorização IoT que se estão a implementar. Isto implica que será necessário ser capaz de interagir com todos estes equipamentos e servir esta informação de forma padrão aos sistemas superiores.
  • Fast Recovery: atualmente, a indústria química não apresenta muitas ferramentas que permitam recuperar rapidamente em caso de falha de um equipamento se for necessário algo mais do que uma substituição ou peça sobresselente. Se a falha em questão vier de um servidor – que não deve passar por zero, ou de um PLC, poder certificar e assegurar o estado anterior à falha torna-se um verdadeiro problema.
  • Comunicações de fábrica: a propósito do anterior, as falhas das comunicações não se costumam resolver com uma peça sobresselente. Poder fortalecer, supervisionar e diagnosticar e prevenir problemas nas redes industriais de uma forma ágil torna-se imperativo. Este ponto assume especial importância nas redes críticas onde existem buses de campo.
  • Evolução do GMAO/APM: os softwares GMAO e APMs clássicos estão a ficar aquém das funcionalidades. Não só já devem incorporar métodos de cálculo de manutenções preditivas de fácil utilização, como devem poder comunicar e coordenar-se com os softwares de produção de uma forma simples. Como foi comentado anteriormente, este ponto vai ganhar cada vez mais importância.
  • Gestão documental e supervisão local: ao começar a gerir a nível local dentro da fábrica uma importante quantidade de dados, recomenda-se que as equipas de trabalho mais próximas da produção, tanto de operações como de manutenção, também comecem a dispor de ferramentas próprias para a geração dos seus próprios relatórios ou a visualização de indicadores. Evidentemente, existe uma ferramenta capaz a nível do conjunto da fábrica capaz de gerar grandes KPIs, mas estes costumam estar mais focados em dados globais e de negócio, que não são os de maior utilidade para estas equipas.

Seja como for, a indústria química não está desprevenida. Ano após ano, realiza importantes esforços na melhoria contínua. E a experiência diz que, para dar solução aos desafios normativos sem perder competitividade, é necessário dispor não só de ferramentas avançadas, como também de parceiros de confiança.

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