Direção estratégica e inovação nos serviços chave para a cidade
As novas teorias de governação pública e de governação digital reformularam a prestação de serviços públicos num contexto de sistemas abertos, dando lugar aos serviços públicos urbanos que ...

As novas teorias de governação pública e de governação digital reformularam a prestação de serviços públicos num contexto de sistemas abertos, dando lugar aos serviços públicos urbanos que utilizam as novas tecnologias emergentes, bem como colaborações internas e externas, para melhorar a eficácia, a eficiência e a legitimidade dos serviços. Nesta sessão, os oradores partilharam as suas experiências na gestão destes novos serviços urbanos chave, centrando-se na estratégia e na inovação.
Intervieram:
- Lisa Trickett: Área de Sustentabilidade da Câmara Municipal de Birmingham
- Carsten Brosda: Chefe do Digital City Steering Centre de Hamburgo
- Giacomo Parenti: City Manager da Câmara Municipal de Florença
- Eduardo Fernández Giménez: R&D innovation and urban sustainability Manager na Urbaser, Madrid
- Carlos Vayas: Metropolitan Director da Câmara Municipal de Quito
Lisa Trickett
Basa a sua exposição na explicação do modelo e sistema de trabalho implementado na cidade de Birmingham, sobre o seguinte gráfico:

Carsten Brosda
Expõe a particular problemática da cidade de Hamburgo, que, ao ter o porto comercial (um dos de maior tráfego da Europa) no centro da cidade, supõe muitos inconvenientes para gerir de forma adequada o tráfego rodoviário e o transporte de mercadorias. Traça os objetivos básicos da sua organização: “Melhorar a qualidade dos serviços municipais; otimizar e gerir o tráfego da cidade; abrir espaços de inovação para empresas, facilitar a inovação.”. Expõe o desafio da otimização da grande quantidade de dados que geram.
Apresenta como exemplo a seguir, o hospital universitário da cidade, no qual tudo se gere digitalmente sem necessidade de papel.
Giacomo Parenti
Florença também expõe particularidades que são um desafio, tem 378.000 habitantes, mas 560 000 utilizadores por dia, ao ter muito turismo é uma grande dificuldade para gerir, porque enfrenta diariamente uma grandíssima densidade de população. “O desafio é proporcionar uma cidade mais habitável tanto para os que vivem, uma melhor experiência para os turistas e o melhor cenário possível para as empresas de qualquer tamanho que operam diariamente na área metropolitana.”
Destaca também “a profusão de transporte elétrico de táxis, public feet, elétrico e autocarro.”

Eduardo Fernández
Apresenta o caso da Urbaser, empresa espanhola de gestão de resíduos. “O mais importante dos serviços chave: recolha e limpeza, gestão da água, zonas verdes é abranger o ciclo completo.”Os cidadãos e governos devemos pensar e decidir se é melhor investir em recolha ou em melhorar e/ou aumentar as estações de reciclagem”.
“É fundamental a consciencialização cidadã, modificar o quadro legislativo, melhorar a fiscalidade (ajustar melhor os impostos). “O cidadão quer esforçar-se e participar, se lhe for reconhecido esse esforço… sobretudo do ponto de vista económico (redução das taxas de lixo).”
Também mostrou o exemplo de uma máquina de recolha de lixo patenteada por eles, na qual os operários que a utilizam participaram no design da mesma. A máquina, que se emprega em Madrid, poupou muito tempo de recolha.
Carlos Vayas
A sua exposição baseia-se em explicar o trabalho do Laboratório de Inovação de Quito, do qual é diretor. “A missão do laboratório é fomentar a cultura de inovação e cocriação, facilitando a participação de atores de múltiplas disciplinas que contribuam para metodologias e soluções que possam beneficiar os cidadãos em temáticas chave orientadas principalmente para o desenvolvimento social, urbano e de mobilidade.” Trabalhamos sob três eixos, a inovação em mobilidade, em urbanismo e sociedade. o problema da mobilidade.” “Fomos capazes de criar rotas multimodais por toda a cidade.”
Também comenta a existência de uma plataforma web onde os cidadãos podem expressar as suas sugestões, miquito.com.






