DO EDGE AO ENTERPRISE: Está preparado para gerir centenas de dispositivos Edge sem gastar todo o seu tempo, ou o da sua equipa?
O que se entende por Edge? Detalhamos todas as características que um dispositivo deve cumprir para ser considerado “Edge”
O termo Edge está cada vez mais presente no mundo da automatização. Mas, o que se entende por Edge? Existem várias opiniões e visões. Do meu ponto de vista, o Edge não deixa de ser o que sempre conhecemos como “ao nível da máquina” ou “ao nível da fábrica”, mas com uma componente IoT que abordaremos mais adiante. Deixo-vos uma reflexão inicial: um PLC ou um PAC é um dispositivo Edge? Se nos cingirmos às suas funcionalidades, tudo deveria apontar para que sim: capaz de controlar localmente o processo e de fornecer dados do processo a montante. No entanto, na prática, um PLC não é considerado como um dispositivo Edge em muitos âmbitos. Então…
Que características deve um dispositivo cumprir para ser considerado “Edge”?
Antes de mais, um dispositivo Edge não deve, em caso algum, tentar substituir a função do PLC. Para isso existem os PLC, para controlar o processo! Deixemos que continuem a desempenhar a sua função. Em vez disso, devemos ver os dispositivos Edge como a peça Gateway fundamental entre elementos de campo distribuídos e o SCADA do centro de controlo unificado, ou, em alguns casos, as plataformas na nuvem diretamente.
Portanto, os dispositivos Edge cumprem uma série de funcionalidades que os tornam essenciais em arquiteturas IoT:
- Implementam capacidade de lógica e tomada de decisões (nunca para substituir um PLC, mas sim para estar num nível diretamente superior).
- Têm a capacidade de serem instalados em dispositivos embebidos (com sistemas operativos Windows IoT ou distribuições de Linux).
- Têm uma alta capacidade de interoperabilidade, sendo capazes de comunicar a jusante com protocolos típicos industriais, e a montante com protocolos típicos IoT como MQTT, HTTP-REST ou OPCUA.
- Oferecem interfaces gráficas de acesso web para poderem exercer de HMI Local.

Só resta uma última funcionalidade fundamental que diferencia definitivamente os dispositivos de campo padrão dos dispositivos Edge: a administração massiva.
Utilizando tecnologia de contentores Docker, estes dispositivos são capazes de adquirir da nuvem uma imagem completa do software, as suas dependências e o projeto a executar de forma automática e autónoma, permitindo que centenas de dispositivos realizem massivamente o carregamento de um projeto. Sem deslocações e sem ter de interagir diretamente com eles. Ou seja, o próprio dispositivo Edge verifica se existem alterações na imagem que deve utilizar e, se for esse o caso, é capaz de descarregá-la de forma segura e automática, instalá-la e começar a funcionar em runtime.
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