Estado da arte do setor do Facility Management.
Como especialistas em Real Time Management, detalhamos algumas questões do atual estado da arte dos diferentes níveis que existem no telecontrolo de instalações.

O controlo e gestão de instalações distribuídas vive um pequeno desfasamento entre a tendência que se está a tentar impor no mercado e a realidade. Se observar os diferentes fabricantes e os principais líderes tecnológicos, todos parecem indicar que agora é o momento de implementar projetos de supervisão georreferenciada e de análise de grandes volumes de dados. E têm razão, mas apenas em parte.
Em praticamente todos os projetos de Facility Management, existem várias necessidades por resolver antes de obter toda a informação relevante e reportá-la aos sistemas superiores para os ubicar num GIS ou estudá-los em profundidade. Sem esses pontos solucionados, essas ferramentas apenas tratarão os dados que já se obtinham anteriormente de uma maneira mais visual, mas sem obter demasiado valor acrescentado adicional.
Agora bem, também é certo que a tecnologia também avançou a nível de instrumentação, controlo ou comunicações o suficiente para poder abordar projetos anteriormente inviáveis. As melhorias nas baterias, nos processadores e nas redes de comunicação, somadas à experiência obtida em anos de projetos de telemetria e telecontrolo, possibilitaram este salto disruptivo.
Por sua vez, na medida em que a tecnologia avançou, também o fizeram os requisitos, seja como solução para um risco (a cibersegurança é o melhor exemplo, mas poderíamos citar também o ultrabaixo consumo ou a alta disponibilidade) ou como nova funcionalidade (OTAP, gestão de eventos e alarmes…)
Tendo em conta este ponto, a seguir, detalhamos de maneira muito resumida qual é o estado da arte dos diferentes níveis que existem no telecontrolo de instalações:
- Sensórica para ambientes exigentes: o salto tecnológico da aquisição de informação deve ser um dos pilares que facilitem conhecer e compreender realmente o estado da instalação. Atualmente, já se podem encontrar soluções alimentadas com baterias com vidas úteis de anos, com encapsulados IP68 ou para ambientes ATEX e que comunicam sem fios utilizando protocolos de baixo consumo como são Sigfox, LORAWAN ou NB-IoT. Agora bem, encontrar soluções contrastadas que cumpram com o anterior já não é tão simples.
- Instrumentação autónoma: muito similar ao ponto anterior, também existem já ferramentas com as mesmas funcionalidades e possibilidades que os equipamentos de sensórica, com a diferença que têm a capacidade de tomar decisões e atuar sob uma lógica para uma rápida atuação ou equipamentos plug&play autónomos e com uma manutenção mínima e assumível no tempo.
- Controladores para Edge Computing: ao contrário de outros setores, no telecontrolo de instalações interessa ter a inteligência de controlo o mais próxima possível do campo. Para isso, já existem dispositivos multiprotocolo, seja a nível de reportar informação aos sistemas superiores como de controlar todos os subsistemas de uma instalação para concentrar toda a informação (HVAC, iluminação, presença, consumos, instrumentação, máquinas, SAIs, cabinas de servidores…), armazená-la, contextualizá-la, reportá-la e, sobretudo, entendê-la para tomar ações rápidas pertinentes. Essas ações podem ser de ativação ou fechos de outros componentes ou de reporting às equipas interessadas em conhecer esse evento, por exemplo.
- Acesso seguro: é evidente que o primeiro passo para controlar uma instalação da qual não se tem nenhum controlo remoto é aceder a ela, agora bem, de uma maneira segura. É por isso que se necessitam ferramentas de conetividade capazes de trabalhar no ambiente onde estará instalado, que permitam aceder à instalação através de VPNs e que seja de fácil uso, instalação e manutenção. Sem alguma destas características, o acesso será instável ou ainda pior, inseguro.
- Comunicações: o mercado é claro, qualquer comunicação que não seja Sifgox ou LORAWAN, mas por meios IP, deve ser OPC UA como primeira opção. Agora bem, se pela casuística do cliente ou da engenharia se sente mais confortável com protocolos de telemetria, DNP3 e IEC60870 são as alternativas. Agora bem, é inegável que com a explosão que supôs IoT, outros protocolos também surgiram – dezenas deles –, hoje em dia, estão a impor-se dois sem discussão, MQTT e REST. O uso de qualquer outro protocolo de comunicações pode supor que os diferentes componentes do sistema tenham problemas de interoperabilidade.
- Tratamento dos dados: o fim último, se se deseja explorar os dados, deve utilizar-se uma plataforma capaz de supervisionar, monitorizar, historiar, controlar, aplicar analítica e poder plasmá-lo sobre um GIS. E tudo em tempo real. Não faz demasiado tempo, requeriam-se softwares específicos para cada uma destas funções, mas atualmente já existem plataformas com a capacidade de realizar todas estas funções de uma maneira padrão e out-of-the-box.
Conhecer o estado da arte de todos estes níveis e saber as suas vantagens e desvantagens requer um contínuo esforço de aprendizagem. Perante o desafio que supõe esta contínua evolução tecnológica, a experiência diz-nos que contar com parceiros de confiança é de grande ajuda.
Se deseja obter mais informações sobre a nossa experiência, ou das soluções que dispomos para dar resposta aos seus problemas, não hesite em solicitar mais informações.
Também lhe interessará conhecer Como LKRemote possibilita as arquiteturas Edge.
Se quer saber mais, pode aceder a partir daqui à nossa solução LK Remote Nano





