Estratégias para a integração dos painéis de mensagem variável em túneis e estradas
É necessário definir um protocolo de comunicação padrão para os painéis de mensagens, para que qualquer um destes dispositivos possa ser integrado em diferentes sistemas. Explicamos-lhe os detal...
Um dos elementos mais importantes dentro dos túneis e autoestradas é a comunicação com o utilizador. Para isso, há muitos anos que se utilizam painéis de mensagem variável (PMV).
Devido à grande variedade de dispositivos e fabricantes, foi necessário definir um protocolo de comunicação padrão para comunicar com eles, para que qualquer um destes dispositivos possa ser integrado em diferentes sistemas.
A nível nacional, o protocolo padronizado é o protocolo DGT (recolhido na Norma UNE PNE199051-2 Protocolo de Comunicações). A nível internacional, um dos mais utilizados a nível mundial é o NTCIP (National Transportation Communications for Intelligent Transportation System Protocol).
Tanto DGT como NTCIP com uma família de normas concebidas para alcançar a interoperabilidade e a intercomunicação entre equipamentos eletrónicos de controlo de tráfego de diferentes fabricantes e os centros (ou equipamentos) de controlo.
O ponto importante é que, para dispor de um Smart Túnel ou autoestrada, uma das integrações principais são estes painéis. E não só estes painéis, cada vez se encontram mais dispositivos de tráfego, como semáforos, por exemplo, que implementam este protocolo para comunicar. Além disso, a facilidade de envio de mensagens ou ordens por parte do operador do túnel (ou estrada) para o dispositivo é fundamental. A seguir, detalhamos estes dois pontos-chave:

- Em primeiro lugar, dispor de gateways que implementem a comunicação com estes protocolos é básico. Tanto DGT como NTCIP são protocolos abertos, portanto, é possível implementá-los em elementos intermédios tipo RTU ou PLC, que possam estar em campo a gerir a comunicação com os dispositivos de tráfego, enquanto, por sua vez, comunicam com o centro de controlo mediante protocolos padrão como OPC ou Modbus TCP. Também é possível implementar estes protocolos como drivers a nível de centro de controlo ou de SCADA, embora não seja a opção mais recomendada, já que em infraestruturas críticas como um túnel, se deve assegurar sempre que existe uma comunicação local entre o dispositivo de controlo base (como o PLC) e o dispositivo final, assim que trabalhar com PLCs concentradores ou cabeçalhos que façam de gateway (e que, além disso, possam implementar lógicas de controlo) é uma boa prática.
- Em segundo lugar, é imprescindível que, dentro das funções de um centro de controlo de um túnel, se disponha de um gerador e configurador de mensagens. O gerador de mensagens deve estar, além disso, pensado para que o próprio operador possa gerá-los por sua conta, sem necessidade de programação ou acesso ao desenvolvimento do sistema de controlo.
- Como fator adicional, o gerador de mensagens deve estar integrado dentro da ferramenta de gestão de planos e cenários que todo o Smart Túnel deveria ter. A partir desta ferramenta, dever-se-iam poder criar sequências que contenham passos que mandem mensagens “predefinidas” para os painéis.
Deixamos no seguinte vídeo, um exemplo realizado com a plataforma de Wonderware, onde se pode ver uma aplicação para um centro de controlo de um túnel e a implementação da ferramenta de gestão de mensagens para os painéis.





