Ideias para potenciar as Smart Cities na #SmartCityExpo
O que dizem os especialistas sobre as Smart Cities na zona de congressos da #SmartCityExpo? Aqui tem, quase em tempo real!!

Deixamos-vos o mais destacado das intervenções de boas-vindas ao congresso:
Jerry Hultin
Senior Presidential Fellow and President Emeritus – Polytechnic Institute of NYU – Nova Iorque – EUA
Considera-se um privilegiado por ter um trabalho que lhe permite viajar pelo mundo e trabalhar para gerar um mundo melhor.
Coloca um desafio, no ano de 2050, 9000 milhões de pessoas, ou seja, 70% da população viverá em cidades, pelo que é necessário reconstruir e reorganizar as cidades em todo o mundo. O que acontecerá, as cidades mudarão e teremos um mundo e um ambiente saudável e smart, no qual valha a pena viver? Ou, pelo contrário, estaremos num ambiente triste, imersos num caos descontrolado?
A realidade é que os cidadãos dependem de políticos e especialistas para conceber estas cidades inovadoras, mas destaca que devemos criar um conjunto de redes colaborativas que marquem a diferença para gerar um mundo vibrante. Esse é o verdadeiro desafio.

Anibal Gaviria
Mayor – City of Medellin – Medellin – Colômbia
Apresenta a transformação de Medellín, uma cidade no centro da Colômbia com 2.400.000 habitantes, de grande crescimento nos últimos anos, e que cresceu ocupando o vale, subindo a encosta da montanha desde 1921, em que tinha 90.000 habitantes.
Quais foram os méritos de Medellín?
Enfrentar a violência, a pobreza e a desigualdade estrutural. Entre os anos 90 e 2000, ocorreram 50.0000 homicídios na cidade. No final dos anos 90, tinha o mais alto índice de desigualdade da Colômbia, o que representava 2 grandes desafios a superar.
Como se trabalhou para superar isso?
Através do MODELO DE CIDADE PARA A VIDA
Baseado em 5 palavras-chave: NÃO VIOLÊNCIA, TRANSPARÊNCIA, PARTICIPAÇÃO E RESILIÊNCIA e EQUIDADE.
Essas 5 palavras-chave tinham de ter a sua correspondência no que eles chamaram as 5 cidades: uma cidade segura, educada, sustentável e que fomente o emprego e a saúde. Em suma, uma cidade mais humana. A formalização desse modelo foi feita através de dois marcos, focados no desenvolvimento urbano.
A inovação: como uma ferramenta para combater a desigualdade, baseada numa ideia tão simples como converter um depósito de água vedado ao público num espaço aberto ao público, as chamadas UVA, as unidades de vida articular. Foram geradas 20 UVAs em toda a cidade.

O outro eixo é a educação: As crianças são o centro da metamorfose, através da educação infantil tudo crescerá. A transformação foi total: há UVA que são jardins de infância, há uma prisão que se transformou em cidade universitária, um antigo teleférico convertido em transporte público conectado ao metro. As escadas rolantes como meio de transporte nas zonas pobres que sobem a encosta da montanha ou zonas de alto risco por desprendimentos convertidas num jardim circunvalar com caminhos, inclusive converter um lixão no chamado “Jardim para a vida”.

Venkaiaha Naidu
Union Minister for Urban Development – Government of India – Nova Deli – Índia
Agradece e mostra-se encantado por se juntar à ideia de criar smart cities.
Começa a sua intervenção comentando que percebe um aumento de atividade no crescimento das smart cities, tudo graças à participação das pessoas nos países democráticos. Está seguro de que o congresso conseguirá os seus objetivos e vê Barcelona como um modelo que devemos seguir, e agradece aos seus cidadãos e aos seus líderes: Expressa a necessidade de uma LIDERANÇA INTELIGENTE.
Explica o caso particular da Índia:
Em 2050, 50% da população viverá em zonas urbanas, o que é um desafio para a Índia e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de progresso económico. 815 milhões de pessoas viverão em zonas urbanas. Coloca a necessidade de um urbanismo planificado para que seja sustentável. Também manifesta a necessidade de uma gestão e de bons sistemas integrais e, sobretudo, da participação das pessoas para oferecer uma governação inteligente. Todos os níveis hierárquicos do governo têm de trabalhar conectados para terem sucesso.

Indica que o governo indiano tem um programa de habitação para todos, um projeto ambicioso e necessário para 2042. Espera que o setor privado possa colaborar com o governo. Há muito a fazer no transporte e nas comunicações, também no que diz respeito a diminuir a contaminação. Coloca a necessidade de cooperar com outros países. Também mostra a sua preocupação com as emissões de gases de efeito estufa e considera Barcelona um exemplo a replicar nesse sentido. É NECESSÁRIO TRANSFORMAR A ÍNDIA, fazer uma nova Índia, um projeto de todos no qual o cidadão está envolvido.
Finalmente, pede o apoio para o investimento privado de capital estrangeiro na Índia, sobretudo para melhorar as infraestruturas. Convida todas as empresas a investir e a colaborar com a Índia.
Antoni Vives
Deputy Mayor – Barcelona City Council – Barcelona – Espanha
Começa por agradecer a presença ativa de políticos no evento e salienta que é um congresso sobre ideias mais do que sobre tecnologia. A ideia principal a destacar é que os políticos trabalhem lado a lado com os cidadãos para melhorar as cidades, e dá Medellín como exemplo disso.
Por outro lado, dá a Índia como exemplo de país que tem uma visão muito sólida para mudar as coisas e fazer com que a sociedade evolua.

NECESSITAMOS DE SOCIEDADES COESAS, este é o mantra que Barcelona assume e transmite: uma sociedade tem de começar por respeitar a natureza e experimentar a democracia em todos os sentidos. Expressa assim a ideia da colaboração da cidadania e, ao mesmo tempo, de ser transparente com a sociedade. Esses são os alicerces de uma sociedade melhor. É necessário ser humilde e, ao mesmo tempo, inteligente.
O moderador, finalmente, incentiva a partilhar ideias para transformar o mundo.





