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Resumo do Debate: Como fazer mais com menos, colaborando o público e o privado?

No atual contexto económico, com importantes restrições orçamentais no setor público, existe uma necessidade latente de sermos mais eficientes na gestão de serviços na cidade. As cidades que im...

Smart City World Congress e Creating Smart Cities

No atual contexto económico, com importantes restrições orçamentais no setor público, existe uma necessidade latente de sermos mais eficientes na gestão de serviços na cidade. As cidades que impulsionam estratégias Smart apostam em soluções imaginativas para colaborar com o setor privado, sob diferentes fórmulas, pretendendo-se concretizar projetos tecnológicos e sociais que contribuam para o projeto de cidade inteligente.

Nesta mesa redonda, explicou-se como, em diferentes contextos urbanos, se está a colaborar para fazer “mais com menos”.

Oradores

Yatinder Mahajan – Smart City Director – Dubai Design District – Emirados Árabes Unidos

Christian Herzog – Head of Division Digital Business & Service Industries – Berlin Partner for Business and Technology -Berlim, Alemanha

Félix Martin Gordo – Deputy Director for Sector Information Systems, Autonomous Information Technologies Body – City of Madrid – Espanha


Jesse Berst – Chairman – Smart Cities Council – Redmond – EUA

Yatinder Mahajan – Dubai

O nosso desafio é criar a cidade mais feliz do mundo, gerar um ecossistema que facilite esta mudança. Para tal, trabalhamos sobre quatro pilares: eficiência, segurança, impacto e fluidez para que tudo funcione corretamente.

As nossas soluções contribuem para consolidar o Dubai cosmopolita e continuar a facilitar a instalação de empresas na nossa região. Já em 1999 começámos a implementar iniciativas Smart devido às condições que o governo facilitava.

O Dubai conta com um grande Clúster que integra diferentes iniciativas privadas para desenvolver o Dubai do futuro. A partir do Dubai Design District, são implementados diferentes projetos Smart.

Para tal, contamos com um Masterplan com enfoque integrado para que diferentes estratégias económicas possam funcionar corretamente.

De uma maneira gradual, temos vindo a investir em novas tecnologias Smart no âmbito dos edifícios para melhorar a sua eficiência e gestão: energia, segurança…

Os novos desenvolvimentos urbanos planeados estão a contar com diretrizes Smart para avançar no ideal de cidade inteligente e, para tal, tomamos como referência iniciativas mundiais, como pode ser o caso de Barcelona. (Um exemplo poderá ser o sistema de rega inteligente que impulsionámos a partir da Logitek – Wonderware Spain, juntamente com a Câmara Municipal)

A nossa folha de rota segue as pautas de implementação Smart City elaboradas pela Comissão Europeia. No total, são 130 iniciativas, das quais 24 vão ser implementadas em 2015.

Christian Herzog – Berlim.

A USB é uma Agência estatal localizada em Berlim e, entre outras questões, é a responsável por iniciativas TIC e Smart Cities.

Somos uma parceria público-privada formada pela região de Berlim e numerosas iniciativas privadas.

Que impacto tivemos para o desenvolvimento de uma SC? Um dia típico em Berlim como Smart City pode ajudar-nos a visualizar as múltiplas opções tecnológicas que um berlinense pode utilizar desde que se levanta de manhã até que termina o dia.

Um exemplo lançado recentemente é a APP Kiwi.ki para facilitar o acesso à habitação através de um sistema de abertura de portas que não requer o uso da chave, o seu potencial reside não só no seu uso pessoal, mas também por serviços públicos de manutenção ou emergência.

Berlim está num processo de transformação urbana permanente, o nosso objetivo como parceria público-privada tem sido definir um Plano Diretor de governo para concretizar a Smart City Berlim.

Como o vamos cumprir? Na Agência contamos com muitas estratégias, energia, clima, transporte, indústria… mas o grande desafio é combinar tudo numa estratégia inteligente global.

Os sucessos da colaboração público-privada têm como resultado encontros de cidade entre todas as partes interessadas, onde nos permitiu identificar 13 projetos de interesse.

Por exemplo, Berlim conta com uma plataforma de Dados Abertos que conta com mais de 280 Datasets para a sua posterior utilização por terceiros, como podem ser empresas como a TOMTOM

Nos próximos meses, Berlim acolherá eventos mundiais de referência, como são o encontro com atores da Ásia Pacífico ou o Metropolitan Solutions Event.

Smart Cities, já somos Smart.

Félix Martin Gordo – Madrid

Madrid Intelligent Project

A cidade de Madrid conta com um volume de necessidades muito elevadas devido à grande quantidade de serviços e infraestruturas que deve gerir.

Madrid mudou a visão tradicional de enfocar o serviço mediante uma gestão direta para mudar para uma gestão regulada sob indicadores de qualidade. Daí organizaram-se 6 grandes contratos com multi – lotes que incluem as grandes áreas de gestão de serviços da cidade.

Ao mesmo tempo que se mudava o modelo de contratação, desenharam-se modelos de gestão do projeto Smart City: foram propostas novas estruturas organizativas dentro da câmara municipal, novos desenvolvimentos e serviços de IT e novos sistemas de contratação com enfoque de controlo e assegurar a qualidade do serviço.

Foi lançada a plataforma MIND para concentrar toda a informação que gere os serviços e a sua qualidade e, assim, tornar o serviço mais efetivo.

Foram propostos dois focos funcionais: Cidadão e Empresas de serviços, juntamente com eles foram propostos novos âmbitos de colaboração dentro da Câmara Municipal, além disso, foram realizados importantes esforços para consolidar uma base tecnológica de conhecimento para partilhar e gerir informação.

A IBM é o parceiro que oferece a tecnologia de todo o sistema e, assim, dá suporte ao projeto Smart City Madrid.

A informação que se gere na plataforma está disponível para o cidadão e as concessionárias que operam na cidade de Madrid

Sobre o modelo Smart City de Madrid, foi georreferenciado tudo o que acontece e onde acontece.

Mint Protocol: A relação com empresas concessionárias de serviços deve ser de maneira ordenada e aberta, este protocolo deve permitir interrelacionar os dados de gestão do serviço com um terceiro.

Este projeto é a base da estratégia digital para os próximos anos de Madrid.

Jesse Berst – Smart Cities Council

Jesse_Berst_SCExpo

As cidades são o desafio mais importante do planeta, são as protagonistas da mudança para um mundo melhor. São a melhor esperança pelas possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional que oferecem. “As cidades são os nossos heróis e a nossa esperança”

O Smart City Council é um grande conglomerado de especialistas, empresas e instituições internacionais.

Contamos com diversos documentos de referência muito úteis para aqueles que se aventuram em novas iniciativas Smart City.

O guia Smart Cities que elaborámos conta com 27 recomendações a partir dos falhanços detetados em experiências. É essencial partilhar a estrutura dos dados, e esta ideia vai na linha do que Madrid comentou na sua experiência Smart City

Recopilámos 28 mecanismos de financiamento para iniciativas Smart, e alguns deles não precisam de dinheiro.

Nas colaborações público-privadas, procura-se o cumprimento equilibrado dos 3 R: Responsabilidade, Risco e Recompensa

Para tal, é necessário também implicar a universidade, não só a matéria cinzenta, mas também a sua visão neutral para o desenvolvimento de projetos.

É necessário contar com novos procedimentos contratuais, como o exemplo de ESCO da Schneider Electric em Dallas.

Realmente, a implicação de todas as partes interessadas pode concretizar as iniciativas Smart.

Envision Charlotte: uma iniciativa que se concretizou num grande ambiente de colaboração para reduzir consumos na cidade. Energia, água, resíduos… Esta experiência será o centro de um próximo congresso em março de 2015.