Smart City Expo World Congress 2104: O ataque dos drones
Quarta entrega da saga. Um drone sobrevoa e paira sobre a Smart City Plaza. As pessoas aglomeram-se no centro, olhando para cima, admiradas, como se vissem um OVNI ou um burro a voar. iPhones em mãos...

Quarta entrega da saga. Um drone sobrevoa e paira sobre a Smart City Plaza. As pessoas aglomeram-se no centro, olhando para cima, admiradas, como se vissem um OVNI ou um burro a voar. iPhones em mãos, fotos, até vídeos. Quase 600 anos depois de Leonardo, quase 50 depois de chegar à lua, os humanos, que espécie tão rara, continuamos a mostrar admiração por tudo aquilo que voa. O aparelho aterra, os humanos aplaudem satisfeitos…
Poucos, para não dizer nenhum, se aproximam do stand onde está o que é realmente importante, que são as utilidades reais que esse magnético artefacto voador tem no campo da teleassistência sanitária. O que lhe confere sentido e lhe permitiu ocupar esse lugar preferencial no recinto da feira.
Afinal de contas, é normal, estamos numa feira, o primeiro e principal objetivo de todos os expositores é chamar a atenção dos visitantes, e cada um joga com as armas que tem, é lícito. Mas o que há por detrás de tudo isso? Damo-nos por satisfeitos com as intermináveis declarações de boas intenções?, com as recíprocas entre políticos, empresas, especialistas e, como não, cidadãos? Não deveria ser assim.
Remetemo-nos às palavras de Mike Lake, Presidente & CEO da Leading Cities, que foi o encarregado de moderar a Keynote de abertura do Congresso, “é preciso partilhar ideias, mas é hora de passar à ação”. Deixemos de olhar para o céu embasbacados, aterremos as nossas ideias e plasmemo-las em algo material, em projetos palpáveis e realidades concretas.
Parece que a ideia de umas cidades e um mundo mais “smart” vingou. As grandes empresas estiveram presentes na SCEWC: IBM, Telefónica, Cisco, Thysen Krupp, Microsoft com todos os seus “filhos”, Schneider Electric, Wonderware, Oracle, Indra… Não poucos países, Índia, Coreia, Dinamarca, UK, etc, e um bom punhado de cidades. Também entre os oradores e entre os visitantes se percebe que o conceito de “smart” é mais que internacional, é algo já global. Transcende as barreiras do primeiro, segundo e terceiro mundo e impõe-se como eixo estruturante de um futuro sustentável, bem o podem dizer em Medellín ou na Índia.
É um grande passo, mas depois de três dias, vendo e escutando propostas, o desejo para a próxima edição é que essas propostas se materializem em grandes projetos. É a hora dos engenheiros, dos algoritmos, dos dispositivos, das conexões, das plataformas integradoras, é a hora de que IoT sejam mais que umas siglas, que essa revolução apregoada aos quatro ventos se concretize nos jardins, os semáforos, os autocarros, os comboios, os sistemas de iluminação pública, as ruas, nas cidades, na vida das pessoas.
Desde a Logitek – Wonderware Spain estamos nesse caminho, concretizámos o que vínhamos anunciando anos anteriores. À pequena escala, a nossa oferta “Creating Smart Cities” pode ser tocada. A experiência, juntamente com o Ajuntament de Barcelona, para dotar de inteligência a rega de zonas verdes e jardins é uma realidade, tem formato de experiência piloto, mas com um potencial para crescer de maneira aberta e escalável que mais de um gostaria para a sua cidade. E nisso estamos, contribuindo para a chamada à ação de Mike Lake.
Até sempre SCEWC 2014. Partilhadas já as ideias, aterremos, é hora de caminhar, de passar à ação com MAIÚSCULAS.






