Otimize ao máximo a produção na sua fábrica
Detete aqueles gargalos que atrasam a fabricação dos seus produtos e ganhe a partida às suas paragens de produção.
Caso tenha vindo a acompanhar o fio das publicações, já estará perto de obter a excelência operacional na indústria de processo. Nos artigos anteriores, aprendemos sobre a importância de uma boa gestão da qualidade na sua fábrica e como uma rastreabilidade adequada nos ajuda a não tropeçar em auditorias e regulamentações estritas. Como próximo desafio, hoje veremos que métodos existem para maximizar o nosso rendimento. Acompanha-nos?
Primeiro passo: detetamos o que falha na fábrica
Se investigarmos entre as operações quotidianas, encontraremos uma multidão de problemas que podem prejudicar muito os nossos resultados, seja com perdas económicas ou com uma menor quantidade de lotes disponíveis para o mercado. Em concreto, a grande maioria das fábricas sofre os famosos gargalos, uns contratempos bastante graves para as companhias. A seguir, descobriremos que tipos há e como solucioná-los.
Gargalos, inimigos de destaque da fabricação
Por definição, os gargalos são aqueles processos que funcionam de maneira ineficiente ou a um baixo nível de produtividade. Como consequência, atrasam significativamente as operações e limitam, por sua vez, o resto das etapas de uma cadeia de produção.
Ainda que existam alguns eventos ocasionais que os provocam, como um corte pontual de eletricidade ou uma avaria na máquina, há outros recorrentes muito mais difíceis de detetar e mais prejudiciais.
Imaginemos, por exemplo, uma linha de embalagem que consta de enchimento, tamponamento e etiquetagem. Na maioria dos casos, o gargalo por defeito nestas operações é o enchimento, já que, à margem de produzir a menor velocidade que o resto, causa mais paragens nas mudanças de produto ou por contratempos na precisão. Ao tratar-se de uma linha, todo o processo é afetado por esta ineficiência e, por conseguinte, a velocidade diminui também para o resto de máquinas.

No caso concreto do enchimento, o gargalo está claro, mas na maioria das ocasiões este encontra-se oculto entre causas várias como paragens repetitivas numa máquina, mudanças de formato muito longas, etc. Fatores que, mais além da velocidade por defeito dos equipamentos, condicionam a produção e, se não lhes for dada a visibilidade adequada, estaríamos a analisar incorretamente o rendimento da nossa linha.
Como lhes fazer frente?
Conhecer a eficácia das nossas máquinas poupar-nos-á mais de uma inoperância importante. Com o cálculo do OEE, que além do rendimento, nos dirá a disponibilidade e a consequente qualidade dos resultados, saberemos o porquê das paragens. A partir daí, poderemos solucionar as falhas evitáveis que atrasam a produção ou a entregam defeituosa, reconduzir os timmings para cada máquina e equilibrar uma velocidade constante para todas.

Nem todos os gargalos são de equipamentos
Fora das máquinas, se dermos uma vista de olhos à nossa fábrica, encontraremos muitos outros tipos de gargalo, que oscilam entre materiais defeituosos até entregas fora de tempo, programação incorreta dos processos ou escassez de mão de obra.
Por muito que resolvamos os atrasos num enchimento, recuperando o exemplo anterior, se não nos focalizarmos no resto de ineficiências, continuaremos sem obter uma produção ótima.

Desde a Becolve Digital não só dispomos de ferramentas com as que otimizar as suas máquinas, como o ajudamos a atacar o resto de gargalos. Com o nosso sistema MES/MOM, pode centrar-se um a um nos problemas e prevenir atrasos nocivos para a sua fábrica:
Na planificação e programação
Numa fábrica, é bastante comum que se faça uma planificação e programação imprecisas das ordens de fabricação. Muitas vezes, o departamento encarregado destas funções está desconectado do resto e não dispõe dos níveis de inventário exatos nem do estado real de produção, coisa que provoca que se façam as planificações sobre o teórico.
Portanto, identificados os atrasos das máquinas, o seguinte é planificar com dados contextualizados e reais. Se sabemos que um equipamento produz mais lento que o seguinte na cadeia, programaremos as ordens de trabalho de tal forma que ambos se coordenem e vão a par. Igual de relevante é, igualmente, reduzir os tempos de atualização ou limpeza dos sistemas.
Por outro lado, sem materiais não há produção: se o passo inicial não recebe a matéria-prima que necessita para fabricar a tempo, não se poderá iniciar o processo. Necessitamos de levar um bom controlo de inventário e de stock mínimo, assim como uma previsão de pedidos e tempos de envio ótima, para calcular que quantidade precisamos de cada matéria-prima e para quando.

No pessoal
De nada serve também ter suficiente pessoal se este não estiver preparado para desempenhar certas tarefas específicas na fábrica. Além de assegurar a presença de suficientes operários para cobrir o ritmo da procura, é importante facilitar uma fabricação guiada durante o processo de produção. O trabalhador deve contar com fácil acesso à documentação necessária e a poder formar-se.

Na comunicação
Qualificados os trabalhadores e otimizadas as máquinas, unamo-los. Com a nossa solução de comunicação, poderá obter dados de campo de todos os sistemas e juntá-los num mesmo sítio, para depois facilitar o acesso à informação ao conjunto de departamentos.
Chegados a este ponto, restam-nos poucos passos para sermos capazes de identificar a nossa fábrica oculta por completo. Esperamos por si no próximo artigo, um pouco mais perto da meta!





